domingo, 8 de setembro de 2013

Solitude nefasta

O que antes parecia vitória, conquista, agora parece mais um, sei lá... uma quebra paradigmática, errática, perdida por entre os sonhos de perfeiçao, perdida por entre os ideais de quem quer eximir-se do sofrimento, do pé-na-bunda, do ser descartável.

Tornou-se tao fácil nao ligar, dar com os ombros pra quem nao te enxerga, pra quem nunca vai te reconhecer as entranhas que, simplesmente, torna-se natural tratar a todos deterministicamente, como meros produtos do meio, sem alma, seres adestrados pela dinâmica da dor X alegria, sem força para remar contra a maré do dia a dia, que nos empurra a todos de volta ao casulo, ao recolhimento.

Nao se espante se te veres em posiçao fetal. Nao nascer, cada vez mais parece uma boa "alternativa" pra quem nao consegue pensar em morrer.

Te desejo, apesar das aspas que vêm a seguir, mais coragem em mais esse belo e "promissor" amanhecer.

Bom dia.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Beleza nao poe mesa?

Beleza nao poe "mesa"? Ok...

Mas se voce nao consegue colocar suas idéias no gelo, nao podes entrar no calor de uma conversa, a base dos relacionamentos.

Eis porque o diálogo vira briga com pessoas despreparadas para o que vai além das aparências e concordâncias.

Seja humilde e reconheça-se mesmo como, quiçá, só mais um rostinho bonito/atraente também... Baixe sua bola, até o momento em que consiga se revoltar contra sua própria inabilidade empática e tratar de fazer a sua própria "mesa", sua capacidade de indulgência.

Enxergar o mundo por diversos ângulos nao garante beleza nem mesa, mas, por ja ser uma grande proeza, trará, no mínimo, nobreza, sua maior riqueza.

Transcendendo a timidez

A vergonha que voce tem de perguntar, de elucidar, é a responsável pela bola nas costas que voce um dia ainda vai levar.
A insignificância que voce dá a palavras que nao conhece, é o limite da fronteira da sua consciência, representada pela linguagem e seus simbolos. É o limite encontrado pelo inconsciente para que seja integrado e amplifique o consciente.
E falando em bola nas costas, bola na trave nao altera o placar. Conhecer, nao é aprender. Para tanto, é preciso, alem de buscar, como mero gandula, ousar, coragem em jogar e, quem sabe, se contundir, sair de maca pra só mais tarde voltar. Tarde, cedo, rir, chorar, nao importa, a nao ser compreender, deixar doer e ver cicatrizar para se fortalecer.

O sensivel, o coitado, a vitima



Nao faco questao de pessoas que fazem questao de me fazer sentir culpado por sentimentos os quais elas próprias possuem ingerência, tanto no aparecimento, manutençao ou extirpamento destes mesmos sentimentos.

Pessoas assim, geralmente, sao tidas como sensíveis, mas, pra mim; uma alma calejada, que ja experimentou dor e sofrimento de forma extremada, entendo-as, particularmente e, sim, pejorativamente - a despeito da revolta alheia ou contemporizaçao da qual me eximo abruptamente - como frescas, mimadas, dondocas, cujo coraçao colocam sobre o alto do maior de seus pedestais, tao alto que redunda em preguiça de revisitá-lo ou no simples esquecimento deste lugar, tao distante da realidade pragmática do chao que elas pisam (ou deveriam pisar, pois parecem viver nas nuvens, ou na Suiça, quiçá)
E vejam o paradoxo que temos em relaçao a este mesmo coraçao: supervalorizado, mas negligenciado pela falta de vigília e manutençao, tanto do pedestal quanto do próprio coraçao que lá jaz por mero comodismo proveniente de uma zona de conforto que deve ser mantida a qualquer custo, contra todas as contrariedades.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O Combate a autoadequaçao ao pos-modernismo

Recuso-me a seguir tendencias e adequar-me a pós-modernidade, ao zeitgeist deste ínterim em que nos encontramos experienciados e experienciandos.
Recuso-me a ser mais um no meio de tanta automaticidade. Estar contra, mas estar com para ir alem, para promover a mudança da pele da serpente, que quando nao a faz simplesmente morre. Morre a serpente, nao se renovam imagens referenciais, desgastam-nas, desaguando-as na perda do que outrora era numinoso, e, hoje, menos que alvoroço, indigno de, ao menos, ser notado, apreciado, e sentido como transcendido das agruras do cotidiano insipido, inodoro, incolor, tudo para tentar viver indolor... Amarga ilusao de quem pensa que estabilidade é solucao e promove paz e evoluçao.

Mal fadada ambiçao amorosa.

Alguns, no tocante a idealizaçao de uma pessoa para se amar, fugindo do enfadonho, do mero desejo sexual, querem seres de conteúdo, como se pudessem abarcar seus conceitos, como se já possuíssem vocábulo para dialogar com algo mais profundo do que se depreende dos costumeiros sentidos.
No final, se bem observadores forem, deparar-se-ao com o enfadonho de sí mesmos.

O Diabo

Tem problema postar no facebook narcisicamente? Nao.
Tem problema dar uma de escroto ou grosso ou babaca? Nao.
O problema é fazer/ser o tempo todo.
O Diabo nao está no ato, mas no hábito.
Nao julgue, nao tome o todo pela parte, nao caia na mesmice, nao siga meus conselhos. Aprenda a duvidar, desconfiar, mas sem temer. Faça-os por cautela, zelo.
Aprenda a aprender e melhor depreender o que da realidade nem sempre se mostra como verdade.
Talvez, pra voce, eu seja apenas mais um babaca, mas quem nao é ou nunca foi?
Minhas palavras sao batidas, e "sei que as vezes uso palavras repetidas, mas quais sao as palavras que nunca sao ditas?"
No mínimo tentemos reinventar as coisas, inclusive a nós mesmos.
Já pra mim, babaca mesmo é quem quer ser batizado sob a égide de um padrao pre-existente, coerente, bem sucedido e, independentemente de desta forma seguir vencendo ou perdendo, esperando melhores resultados ou nao, será sempre um Low-profile que passará pela vida como um zero-a-esquerda social, pois estamos cada vez mais precisando uns dos outros, porém na contramao, cada vez mais nos isolando da essência que jaz em cada um de nós.
Sendo mais sintético: Bota a cara pra bater! Voce verá que nao vai arrancar pedaço nem doer.