segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Critica ao banal afetivo

Florir? É coisa pra jardineiro...
Tomou conta o terror que é sofrer de amor.
Mundo cada vez menos romântico, cada vez mais pé no chao, ambicioso por independência, fugaz nas emocoes, sólido no desapego.
Antes só que mal acompanhado. Mas como somos exigentes (com todos, menos com nós mesmos), sempre sós.
Viva a solitude! Extirpamos a solidao! Acabamos com os riscos do abandono e esquecimento de um amor ou um irmao.
Sexo? Antes, cheio de tabus, agora, cheio de banalizacoes e inversoes.
E o orgasmo? O mais solitário momento que se pode ter. Quando acaba, lástima em nem tocar nao mais querer. Dois corpos, uma cama e um muro, seja na luz ou no escuro.
Dá-se tchau e bença, pra ela (ele) e pra cama, mas leva-se o muro como parceiro inseparavel.
Salvaguarda, porto-seguro. Fiquemos em cima do muro, sem amar, nem odiar, apenas transar por transar.

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