quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Deus e a Mulher

Só Deus e a idéia do infinito intrigam mais o homem do que este ser: a Mulher.
Talvez a verdade sobre Deus seja perpassada pelo entendimento da mulher, ou seja, nunca vamos entender o que é Deus se nem mesmo a mulher somos capazes de entender (ainda que alguns, raríssimos, digam entender). Ainda assim, as amamos ou as odiamos, tal qual a Deus, ao qual, igualmente, jamais seremos indiferentes a seus múltiplos possíveis significados.
Alguns dizem que para entendê-las é necessário entender o mecanismo da relaçao da Lua com as marés.
Eu acho perda de tempo... Melhor vivê-las, servindo-as como um Sol!

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Raiz do Mal

   Só se cristalizam excesso ou escassez quando nao há dissoluçao de uma vontade que tende a se manter, independentemente do mal que se possa vir a causar pra si mesmo.
   Ainda assim, este mal é um mal percebido por nós, nao o mal em si.
   Mal, é quando alguém nao tem a liberdade de querer, seja o "bem" ou seja o "mal". Mal, é nao deixar alguém crescer com os próprios erros.
   Mal, é todo aquele que impoe uma verdade como condicionante de comportamento.
   Mal, é tudo aquilo que tem por objetivo te tamponar uma realidade maior.
   Mal, é o interesse em te cegar, ou pior, em SE cegar, deixar ocioso, irrefletido, para nao duvidar nem questionar, para nada MUDAR!
   Ou seja, o mal nao é o excesso, a escassez e seus efeitos. O mal apenas os produz.
   Eis porque VIDA significa, etimologicamente, movimento.

sábado, 23 de novembro de 2013

O Pêndulo da Sabedoria

Quanto mais quiseres ver o todo, mais altos vôos deves alçar.
Quanto mais alto fores, mais rarefeito vais respirar.
Aqui também é preciso saber a hora de parar ou retroceder para nao morrer sem ar.
Assim, se queres a verdade, também é preciso nao querê-la por inteiro.
Neste mundo, o que realmente há de inteiro sao nossas dúvidas, estas mesmas que nos fazem buscar sem a pretensao de chegar, pois ser sábio é ser humilde, é saber o seu lugar. É saber que o alto, até para os pássaros, é local de breve visita, assim como para uma estrela, que lá parece habitar, mas um dia também parte, deixando um imenso buraco negro em seu lugar.
Ser sábio é saber a hora de ir e a hora de voltar.
Ser sábio é nao deixar-se cristalizar, é nao deixar-se habituar, é deixar sair o velho para o novo entrar.
Para crescer em sabedoria, oxigenar-se é preciso, indo do útil ao fútil, do alto para o baixo, mas também é preciso passar sufoco, sair da zona de conforto, indo do fútil ao útil, do baixo para o alto, para o rarefeito buscar.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Facebook: O Diário Otário

Nao queremos saber o que você faz, mas o que vocë pensa sobre o que faz.
O que vocë pensa sobre o que faz nos ajuda a fazer melhor.
Quando fazemos melhor, pensamos sobre o porque da melhoria.
Se falamos sobre este pensamento, podemos também te ajudar a pensar melhor para fazer melhor.
Eis porque, há mais de dois mil anos atrás, Sócrates já dizia: "Pessoas comuns falam sobre coisas, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas, pessoas inteligentes falam sobre idéias".
Portanto, nao sao seus fatos ou fotos que nos tocarao verdadeiramente, mas as legendas que podes dedicar aos mesmos, contendo suas percepcoes, emocoes, sentimentos ou conclusoes.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Forte

Pensemos juntos:
Polo positivo: de onde sai energia, o que doa energia, faz mover, cria calor, certo?
Polo negativo: o que recebe, o que tende a imobilidade, o que esfria, certo?
Nao pensemos em SER... SER parece algo longo, demorado, parece que é isso e acabou, nao dá pra mudar, melhorar, etc... Pensemos no aqui e agora, pensemos em ESTAR.
Como será que queremos estar agora?
Eu, por exemplo, no momento, prefiro estar positivo, o que, na pratica, redunda em nao estar negativo, querendo RECEBER, ou seja, redunda em esquecer ou diminuir de prioridade os próprios desejos e agendas para, de alguma forma, oferecer-se altruisticamente aos outros, nao mais "porque ta na bíblia", ou porque você leu/assistiu no "The Secret", ou papai e mamae falaram que assim q é legal, mas porque até a ciência diz que pra SER positivo, pra SER (+) mais, é necessário estar doando e, tanto analogamente quanto metaforicamente, que incentivemos, que sejamos calorosos, que ampliemos o animo dos que nos cercam. Se eu sou positivo, eu sou MAIS eu e MENOS você, ou seja, eu transbordo, eu nao "preciso" de você, nao te parasito, eu sou doador de energia, alegria, movimento, calor, etc.
A própria ciência ja demonstra em laboratório que o simples ato de sorrir, mesmo que forçadamente, gera reaçoes bioquímicas que sao favoráveis ao funcionamento cerebral.
Sob este prisma, especificamente, ESTAR alegre nao é um estado emocional consequente de determinado evento, mas uma postura diante da vida e das pessoas, uma escolha que demanda disciplina, coragem e o simples discernimento de que "nao precisar do outro" nao significa despreza-lo, mas desapegar-se dele como se este fosse uma soluçao, por vezes mágica, para nossos próprios problemas, pois, do contrário, estaríamos SENDO negativos, ou seja, impulsionados a um  relacionamento em troca da recepçao de energia. Claro que voce também doaria, mas a mola mestra da relaçao nao viria da vontade de doar e sim da de receber.
O que seria o viver senao um fluxo continuo de "ESTARES", por vezes (grande maioria, creio) mais negativo, por vezes mais positivo? Assim, por essa crença no parentese anterior, registro aqui minha admiraçao por aqueles que conseguem estar, na maior parte do tempo, positivos. Muitos de vocês poderao parecer bobos alegres ou pessoas (ditas) FELIZES, mas, pra mim, serao sempre grandes corajosos.
Ser MAIS nao é sinônimo de ser melhor, eis por que, talvez, nao tenhamos nascido para almejar a felicidade como algo constante,  como uma condiçao perene de existência, mas apenas para que aprendamos sobre este mecanismo de alternância e, assim, na maioria das vezes, possamos ser MAIS do que estejamos acostumados a ser devido a tanta influencia de desgraças e problemas, tanto fora quanto dentro da maior parte de nós, para, entao, em vez de morrermos felizes, morrermos fortes.
Talvez, aos olhos da maioria, o forte nao tenha sido feliz, mas tenha conquistado - a despeito dos infortúnios externos - a paz interna necessária para reconhecer, recordar, criar, recriar e, até mesmo, simular momentos felizes.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Tédio no Camarote Digital

Ter com quem compartilhar nao é tao bom quanto ter com quem se preocupar.
Como nao podemos nos preocupar com muitos, que sejam poucos e, inevitavelmente, bons.
Eis o limiar de quando a tecnologia mais nos afasta do que nos aproxima.
Aqui estamos todos tao perto uns dos outros que acabamos sendo vistos fora de foco, como quando olhamos uma imagem muito próxima de nosso rosto - como se na vida real ja nao fosse difícil desvendar/se aproximar o que se passa com uma pessoa, agora, nas redes digitais, elas podem escolher melhor que imagem passar aos outros.
O que se movimenta mais rápido sempre chama mais atençao, e o homem da cidade pira quando está sem sua droga: a velocidade.
O tempo urge, a vida é curta, o carro tem que ser potente, senao nao "agregamos valor". Assim, acabamos voltando nossa atençao para o movimento frenético da rede digital, enquanto desconhecemos completamente o que povoa o coraçao dos que nos sao mais caros, pois, para estes, também acabamos olhando rápido demais para podermos perceber e sentir.
Lá fora, uma mesmice, já que ninguém fala sobre idéias, a nao ser sobre coisas ou pessoas. Aqui dentro, uma novidade a cada minuto ou um museu de grandes novidades, onde frases de efeito, de 200 anos atras, ganham moldura e voz de formas, por vezes, escusas.
Conquistamos o fim do tédio em troca do fim do esmero.
*Fogo de palha, tesao de urina. Cuidado homem da cidade. Mais do que apenas uma batalha, esta pode ser sua sina.

domingo, 8 de setembro de 2013

Solitude nefasta

O que antes parecia vitória, conquista, agora parece mais um, sei lá... uma quebra paradigmática, errática, perdida por entre os sonhos de perfeiçao, perdida por entre os ideais de quem quer eximir-se do sofrimento, do pé-na-bunda, do ser descartável.

Tornou-se tao fácil nao ligar, dar com os ombros pra quem nao te enxerga, pra quem nunca vai te reconhecer as entranhas que, simplesmente, torna-se natural tratar a todos deterministicamente, como meros produtos do meio, sem alma, seres adestrados pela dinâmica da dor X alegria, sem força para remar contra a maré do dia a dia, que nos empurra a todos de volta ao casulo, ao recolhimento.

Nao se espante se te veres em posiçao fetal. Nao nascer, cada vez mais parece uma boa "alternativa" pra quem nao consegue pensar em morrer.

Te desejo, apesar das aspas que vêm a seguir, mais coragem em mais esse belo e "promissor" amanhecer.

Bom dia.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Beleza nao poe mesa?

Beleza nao poe "mesa"? Ok...

Mas se voce nao consegue colocar suas idéias no gelo, nao podes entrar no calor de uma conversa, a base dos relacionamentos.

Eis porque o diálogo vira briga com pessoas despreparadas para o que vai além das aparências e concordâncias.

Seja humilde e reconheça-se mesmo como, quiçá, só mais um rostinho bonito/atraente também... Baixe sua bola, até o momento em que consiga se revoltar contra sua própria inabilidade empática e tratar de fazer a sua própria "mesa", sua capacidade de indulgência.

Enxergar o mundo por diversos ângulos nao garante beleza nem mesa, mas, por ja ser uma grande proeza, trará, no mínimo, nobreza, sua maior riqueza.

Transcendendo a timidez

A vergonha que voce tem de perguntar, de elucidar, é a responsável pela bola nas costas que voce um dia ainda vai levar.
A insignificância que voce dá a palavras que nao conhece, é o limite da fronteira da sua consciência, representada pela linguagem e seus simbolos. É o limite encontrado pelo inconsciente para que seja integrado e amplifique o consciente.
E falando em bola nas costas, bola na trave nao altera o placar. Conhecer, nao é aprender. Para tanto, é preciso, alem de buscar, como mero gandula, ousar, coragem em jogar e, quem sabe, se contundir, sair de maca pra só mais tarde voltar. Tarde, cedo, rir, chorar, nao importa, a nao ser compreender, deixar doer e ver cicatrizar para se fortalecer.

O sensivel, o coitado, a vitima



Nao faco questao de pessoas que fazem questao de me fazer sentir culpado por sentimentos os quais elas próprias possuem ingerência, tanto no aparecimento, manutençao ou extirpamento destes mesmos sentimentos.

Pessoas assim, geralmente, sao tidas como sensíveis, mas, pra mim; uma alma calejada, que ja experimentou dor e sofrimento de forma extremada, entendo-as, particularmente e, sim, pejorativamente - a despeito da revolta alheia ou contemporizaçao da qual me eximo abruptamente - como frescas, mimadas, dondocas, cujo coraçao colocam sobre o alto do maior de seus pedestais, tao alto que redunda em preguiça de revisitá-lo ou no simples esquecimento deste lugar, tao distante da realidade pragmática do chao que elas pisam (ou deveriam pisar, pois parecem viver nas nuvens, ou na Suiça, quiçá)
E vejam o paradoxo que temos em relaçao a este mesmo coraçao: supervalorizado, mas negligenciado pela falta de vigília e manutençao, tanto do pedestal quanto do próprio coraçao que lá jaz por mero comodismo proveniente de uma zona de conforto que deve ser mantida a qualquer custo, contra todas as contrariedades.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O Combate a autoadequaçao ao pos-modernismo

Recuso-me a seguir tendencias e adequar-me a pós-modernidade, ao zeitgeist deste ínterim em que nos encontramos experienciados e experienciandos.
Recuso-me a ser mais um no meio de tanta automaticidade. Estar contra, mas estar com para ir alem, para promover a mudança da pele da serpente, que quando nao a faz simplesmente morre. Morre a serpente, nao se renovam imagens referenciais, desgastam-nas, desaguando-as na perda do que outrora era numinoso, e, hoje, menos que alvoroço, indigno de, ao menos, ser notado, apreciado, e sentido como transcendido das agruras do cotidiano insipido, inodoro, incolor, tudo para tentar viver indolor... Amarga ilusao de quem pensa que estabilidade é solucao e promove paz e evoluçao.

Mal fadada ambiçao amorosa.

Alguns, no tocante a idealizaçao de uma pessoa para se amar, fugindo do enfadonho, do mero desejo sexual, querem seres de conteúdo, como se pudessem abarcar seus conceitos, como se já possuíssem vocábulo para dialogar com algo mais profundo do que se depreende dos costumeiros sentidos.
No final, se bem observadores forem, deparar-se-ao com o enfadonho de sí mesmos.

O Diabo

Tem problema postar no facebook narcisicamente? Nao.
Tem problema dar uma de escroto ou grosso ou babaca? Nao.
O problema é fazer/ser o tempo todo.
O Diabo nao está no ato, mas no hábito.
Nao julgue, nao tome o todo pela parte, nao caia na mesmice, nao siga meus conselhos. Aprenda a duvidar, desconfiar, mas sem temer. Faça-os por cautela, zelo.
Aprenda a aprender e melhor depreender o que da realidade nem sempre se mostra como verdade.
Talvez, pra voce, eu seja apenas mais um babaca, mas quem nao é ou nunca foi?
Minhas palavras sao batidas, e "sei que as vezes uso palavras repetidas, mas quais sao as palavras que nunca sao ditas?"
No mínimo tentemos reinventar as coisas, inclusive a nós mesmos.
Já pra mim, babaca mesmo é quem quer ser batizado sob a égide de um padrao pre-existente, coerente, bem sucedido e, independentemente de desta forma seguir vencendo ou perdendo, esperando melhores resultados ou nao, será sempre um Low-profile que passará pela vida como um zero-a-esquerda social, pois estamos cada vez mais precisando uns dos outros, porém na contramao, cada vez mais nos isolando da essência que jaz em cada um de nós.
Sendo mais sintético: Bota a cara pra bater! Voce verá que nao vai arrancar pedaço nem doer.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Critica ao banal afetivo

Florir? É coisa pra jardineiro...
Tomou conta o terror que é sofrer de amor.
Mundo cada vez menos romântico, cada vez mais pé no chao, ambicioso por independência, fugaz nas emocoes, sólido no desapego.
Antes só que mal acompanhado. Mas como somos exigentes (com todos, menos com nós mesmos), sempre sós.
Viva a solitude! Extirpamos a solidao! Acabamos com os riscos do abandono e esquecimento de um amor ou um irmao.
Sexo? Antes, cheio de tabus, agora, cheio de banalizacoes e inversoes.
E o orgasmo? O mais solitário momento que se pode ter. Quando acaba, lástima em nem tocar nao mais querer. Dois corpos, uma cama e um muro, seja na luz ou no escuro.
Dá-se tchau e bença, pra ela (ele) e pra cama, mas leva-se o muro como parceiro inseparavel.
Salvaguarda, porto-seguro. Fiquemos em cima do muro, sem amar, nem odiar, apenas transar por transar.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vontade de Potência

É um conceito de Nietzsche que defino aqui, parcamente, como sendo aquilo que nos tira da inércia, mesmice, comodismo; nos impulsiona a sermos mais, fazermos mais, vermos e sentirmos mais da vida.
"A Vontade de potencia é proporcional a quantidade de contradiçoes que podemos abrigar"
Entender que a unidade, a síntese, demandam, antes, uma tese e uma antitese, ou seja, contradicoes, é o principio sistemático para buscar verdades, enquanto, para a busca da paz, do apaziguamento, da harmonia, necessitamos de fé, crença, certezas. Escolhas seguras para um aparente bem viver.
Aparente, pois, lá na frente, a curto, medio e/ou a longo prazo, a vida cobra todo o rebuliço (fontes de contradiçoes) ao qual deveriamos/poderiamos ter sido expostos, mas que evitamos ou postergamos em nome da manutençao de nossa zona de conforto.
Coragem para consigo, para enfrentar, dialogar, planejar com o contrario do que esperamos/objetivamos, pois a vida é uma tragédia, acaba em morte, fulmina todos os sonhos e paixoes.
Dialogar com a tragedia, ser o diabo de sí mesmo, guardar as contradicoes da vida sem teer nao resolve-las, estar e paz om esta nao resoluçao, estes sao os fundamentos do "Superhomem" de Nietzsche.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Voltei, mas... Quem se importa?


To aqui, de volta, de bicho (taí a foto do Buda, meu dog, que nao me deixa mentir...), com linguajar de rua, pra ficar perto de todos que nela passam, sem acentuaçao adequada, mas com essencia aguçada.
Escrevo, da mesma forma que um corredor corre. Escrevo pois escrever é, de alguma forma, parte do Daniel que posso perceber num espelho. Escrevo, pois escrever me faz bem, e, muitas vezes, faço bem aos outros tambem. Singelo, quase piegas, porem, real e util. Eis porque sigo na carreira de Psicologia.
Escrevo, pois sei que um dia alguem vai se sentir ao meu lado, entao, ja me sinto acompanhado por meus futuros solidarios leitores, que nao sao meus, estao por aí, emprestados, livres para gostar ou cuspir, me auxiliando na promoçao de importantes atualizacoes conscienciais.
Portanto, a todos, meu obrigado.